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	<title>Arquivo de depressão - Neurologista Dr.Henrique Cal</title>
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		<title>Melhore a sua memória</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/melhore-a-sua-memoria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Mar 2017 22:36:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><h2><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Melhore a sua memória</span></h2>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Todos sentimos a memória fraca de vez em quando, não é mesmo?</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Felizmente, na maior parte dos casos não há uma doença de fato, principalmente nos que têm menos de 65 anos.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Muitas vezes o próprio ritmo de vida atrapalha o bom funcionamento do cérebro: por exemplo, excesso de informações, privação de sono, questões emocionais, sobrecarga de trabalho e cobranças diversas são alguns dos elementos típicos da nossa época que podem afetar a memorização adequada.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">E aí surgem os “brancos” e “lapsos” de memória que tanto constrangem e prejudicam o rendimento profissional.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Alguns casos demandam atenção médica para se avaliar possíveis diagnósticos subjacentes, como Alzheimer ou depressão.</span></p>
<h2><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Dicas</span></h2>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Para muitos, no entanto, algumas dicas cotidianas podem ser bem úteis, seja para melhorar a memória, seja para evitar a instalação de um problema sério:</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"><strong>1) Exercícios mentais:</strong></span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">O cérebro precisa ser exercitado, como se fosse um músculo senão atrofia. Quem se estimula com atividades intelectuais conserva mais a capacidade mental, a curto e longo prazo.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Por isso, é preciso desafiar nosso cérebro: leituras, música, aprender um novo idioma ou dedicar-se a um hobby podem ajudar a tirar a mente da zona de conforto. Jogos de mesa, atividades artísticas e participar de grupos sociais também são um bom estímulo.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Outra ideia é fazer algumas coisas rotineiras de um modo alternativo, como variar o trajeto para o trabalho. Ao contrário, muita televisão pode prejudicar porque trata-se de atividade passiva.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"><strong>2) Uma coisa de cada vez:</strong></span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Ainda que estejamos acostumados como o “multi-task”, a realidade é que fazer várias atividades e receber muitas informações ao mesmo tempo acaba aumentando as falhas de fixação da memória.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">O melhor cenário é quando estamos concentrados em uma única tarefa mental de cada vez. Por isso, o indicado é focar na prioridade de cada momento.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"><strong>3) Ambiente sereno:</strong></span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Características externas adequadas para uma boa memorização são o silêncio, a organização, climatização e iluminação apropriadas.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Interrupções frequentes atrapalham mesmo a mera formação da memória; logo, também a sua recordação depois fica comprometida.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Além disso, muitos meios tecnológicos (celular, iPad, computador etc.) de maneira constante também funcionam como elementos de distração dispersando as funções mentais.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Uma dica é programar alguns momentos de férias tecnológicas, como 30 min sem celular no trabalho. E enquanto se dedica a uma única tarefa, foque toda a sua atenção na mesma.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"><strong>4) Incrementar a inteligência emocional:</strong></span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Ansiedade constante gera uma tensão mental, tirando o foco das informações mais importantes e dificultando a fixação e a recordação de memórias.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Por isso é importante desenvolver o bom manejo das próprias emoções, já que a depressão por si só pode gerar esquecimentos.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">E se estiver com sintomas como inquietação, tristeza e/ou desmotivação por um longo período, sugere-se uma avaliação médica para tratar estes distúrbios</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"><strong>5) Revisões:</strong></span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Principalmente para quem estuda ou lida com outras atividades teóricas, é importante permitir que o cérebro tenha contato com as informações por uma segunda vez (de preferência, dentro das primeiras 24 h), pois tudo o que é revisto é considerado como relevante para a memória.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Também é interessante criar dicas mnemônicas (que são um conjunto de técnicas utilizadas para auxiliar o processo de memorização), para facilitar as revisões.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Algumas pessoas reservam alguns minutos ao longo do dia para recordar mentalmente consigo mesmo o que aconteceu (fatos, tarefas etc.); por exemplo, 2 minutos para fazer um balanço da tarde que passou.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"><strong>6) Nada se conseguirá sem descanso:</strong></span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Um sono regular (quantidade e qualidade aceitáveis) é necessário para garantir a atenção para formar novas memórias e também para arrumar as memórias recentes.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">O ideal é que o sono seja de fato à noite e tenha duração de 7-8 h; outro lembrete é evitar o uso de medicações para dormir, pois podem ser um dos motivos para concentração diminuída.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Outros descansos periódicos também devem ser preservados (como férias e lazer no fim de semana), pois a mudança de atividade ajuda a diminuir o estresse e traz imagens/vivências diferentes, o que ajuda a compreender e memorizar mais os fatos e as circunstâncias.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"><strong>7) Atividade física faz toda a diferença:</strong></span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Exercícios regulares propiciam um perfil bioquímico cerebral que facilita a aprendizagem e a atenção, contribuindo para a formação de memórias adequadamente.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">O estresse psicológico também é diminuído com um reajuste hormonal que acontece em quem pratica atividade física constantemente.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"><strong>8) Alimentação:</strong></span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Além de hidratação abundante, as refeições leves são preferíveis, devendo ser evitados os alimentos pesados e em grande quantidade, que dificultam a digestão e direcionam o metabolismo corporal para o trato gastrointestinal, deixando o funcionamento cerebral mais letificado.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">No caso de idosos ou se o problema de memória for muito frequente ou em grande quantidade, ao ponto de atrapalhar o desempenho cotidiano de alguém, vale a pena sempre consultar um médico neurologista para orientações e eventuais investigações.</span></div>
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		<title>Delirium / Alteração mental</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/delirium-alteracao-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2017 18:49:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alteração mental]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><h3><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Confusão transitória pode acontecer com qualquer pessoa, principalmente durante internações hospitalares</span></h3>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Quem já teve familiares idosos internados, talvez conhece a cena: surge dificuldade de concentração, não compreende o que lhe dizem e pode até ver/ouvir coisas que não existem&#8230; Trata-se do “Delirium”, uma alteração transitória no funcionamento do cérebro que ocorre em 2/3 dos internados em <strong>CTI</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Alguns sintomas típicos são: inquietude ou comportamento diferente do usual, uso de palavras inadequadas, <strong>desorientação </strong>(não sabe onde está ou a hora aproximada), mudanças no ciclo do sono. Este quadro pode se desenvolver em horas ou dias.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">O risco maior para esses episódios é em pessoas que:</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">• Já possuíam algum problema de memória ou depressão</span><br />
<span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"> • Foram submetidas a cirurgia</span><br />
<span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"> • Idosos</span><br />
<span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"> • Já possuem alterações auditivas ou visuais</span><br />
<span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"> • Que estão passando por infecções ou dor severa</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">É importante ainda atentar para o Delirium hipoativo, um outro tipo em que o paciente fica mais quieto, parece triste e sonolento.</span></p>
<h2><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">É PRECISO SE PREOCUPAR?</span></h2>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">A boa notícia é que ele pode melhorar em dias ou semanas após. Ou seja, o Delirium é diferente de quadros demenciais (como a doença de Alzheimer), que são permanentes e progressivos. Por outro lado, pode <strong>piorar a memória</strong> em quem já possuía Alzheimer ou algum problema cognitivo.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Por isso, é preciso que o médico esteja atento para tratar os fatores que podem desencadear este quadro, bem como fazer avaliações para diferenciar de outras condições graves que parecem Delirium (como AVC, por exemplo).</span></p>
<h2><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">COMO AJUDAR?</span></h2>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Acompanhantes e familiares podem ajudar com medidas simples:</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">1) Lembrar sempre o paciente do dia e hora.</span><br />
<span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"> 2) Manter um ambiente tranquilo e ordenado.</span><br />
<span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"> 3) Fornecer óculos e aparelhos auditivos, se o paciente os usava antes.</span><br />
<span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"> 4) Trazer elementos da vida cotidiana, como fotos, objetos caseiros, visitas de pessoas queridas, músicas ou rograma de TV favoritos.</span><br />
<span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"> 5) Falar devagar e usar frases simples.</span><br />
<span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"> 6) Preservar o tempo de sono.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;">Essas medidas trazem conforto ao paciente, ajudam a equipe médica e muitas vezes funcionam melhor do que remédios.</span></p>
<p><span style="font-family: goudy-old-style-bold; font-size: 14pt;"><strong>Após a alta hospitalar</strong>, é possível seja indicado uma avaliação com o médico neurologista, a fim de garantir a melhor estabilidade do estado mental, com eventuais medicações ou orientações adequadas.</span></div>
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