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	<title>Dr. Henrique Cal, Autor em Neurologista Dr.Henrique Cal</title>
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	<description>Rio de Janeiro</description>
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	<title>Dr. Henrique Cal, Autor em Neurologista Dr.Henrique Cal</title>
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	<item>
		<title>Descrito um novo tipo de demência, que pode se confundir com Alzheimer</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/descrito-um-novo-tipo-de-demencia-que-pode-se-confundir-com-alzheimer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Oct 2024 12:50:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com predomínio basicamente amnéstico/ hipocampal, uma nova entidade clínica foi descrita: a “limbic-predominant amnestic neurodegenerative syndrome” / LANS, de patologia diferente (sem acometimento cortical, nem emaranhados neurofibrilares) e que provavelmente vai influenciar na epidemiologia, no diagnóstico e tratamento de quadros cognitivos: a estimativa é que 30% dos pacientes atualmente diagnosticados com doença de Alzheimer, possuem, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com predomínio basicamente amnéstico/ hipocampal, uma nova entidade clínica foi descrita: a “limbic-predominant amnestic neurodegenerative syndrome” / LANS, de patologia diferente (sem acometimento cortical, nem emaranhados neurofibrilares) e que provavelmente vai influenciar na epidemiologia, no diagnóstico e tratamento de quadros cognitivos: a estimativa é que 30% dos pacientes atualmente diagnosticados com doença de Alzheimer, possuem, na verdade, LANS.</em></p>
<p>Recentemente, o grupo da Mayo Clinic descreveu a “Síndrome Amnésica de Predomínio Límbico”, da sigla LANS, em inglês. Ela é caracterizada por uma degeneração quase exclusiva do sistema límbico, com ênfase no hipocampo, o que resulta em uma perda isolada e progressiva da memória semântica. Estima-se que cerca de 30% dos pacientes atualmente diagnosticados com doença de Alzheimer (DA) possuem, na verdade, esta nova entidade neurológica. No entanto, pacientes com LANS tendem a apresentar um curso clínico mais lento e menos agressivo, com uma preservação relativa de outras funções cognitivas, como habilidades visuoespaciais e funções executivas.</p>
<p>Os exames de neuroimagem revelam uma atrofia desproporcional do hipocampo, enquanto as áreas neocorticais permanecem relativamente preservadas, muito diferentes da DA. De fato, enquanto o Alzheimer afeta tanto o sistema límbico quanto camadas mais externas do córtex nos lobos temporais, a LANS se limita apenas ao sistema límbico.</p>
<p>Ao contrário dos achados típicos da DA (por exemplo, alterações das proteína tau e beta-amilóide nos exames complementares e os emaranhados neurofibrilares nas biópsias pós-mortem), várias combinações de neuropatologias foram observados no contexto desta nova síndrome neurológica, como os de LATE (“limbic-predominant age-related TDP-43 encephalopathy”), achados típicos da demência por corpúsculos de Lewey, doença dos grãos argirofílicos e PART (primary age-related tauopathy).</p>
<p>O trabalho liderado pelo autor Nick Corriveau-Lecavalier propõe critérios diagnósticos e inclui outras características, como idade avançada, atrofia desproporcional do hipocampo, memória semântica prejudicada, hipometabolismo límbico.</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-5846 size-full aligncenter" src="https://www.drhenriquecal.com/wp-content/uploads/2024/10/lans.jpg" alt="" width="501" height="586" srcset="https://www.drhenriquecal.com/wp-content/uploads/2024/10/lans.jpg 501w, https://www.drhenriquecal.com/wp-content/uploads/2024/10/lans-480x561.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 501px, 100vw" /></p>
<p>Em que medida essa descoberta tem implicações na prática clínica diária? Em primeiro lugar, permite um diagnóstico mais preciso, evitando que pacientes sejam tratados com terapias inapropriadas para doença de Alzheimer, que podem não ser benéficas para aqueles com LANS. Além disso, é uma novidade que muda a abordagem dos médicos em relação ao prognóstico e ao manejo de pacientes com declínio cognitivo, já que pacientes que possuem esta nova condição podem ser informados sobre um curso clínico menos agressivo, permitindo um planejamento de cuidados mais adequado e assertivo. Ainda, a nova descoberta pode também estimular o desenvolvimento de novas terapias específicas, especialmente focadas na proteína TDP-43, que frequentemente acompanha LANS, mas que ainda não é dosada comercialmente.</p>
<p>Vários passos ainda estão por vir para melhorar a definição de LANS, incluindo a realização de estudos prospectivos e o desenvolvimento de ferramentas clínicas que sejam sensíveis e específicas para suas características cognitivas. Finalmente, o desenvolvimento de marcadores diagnósticos in vivo da patologia TDP-43 é necessário para incorporar LANS em uma entidade clinicopatológica relacionada a LATE.</p>
<p>Em suma, trata-se de um marco no entendimento das demências, promovendo uma nova perspectiva sobre diagnósticos, tratamentos e prognósticos, e ressaltando a importância de personalizar o cuidado de pacientes com distúrbios de neurodegenerativos.</p>
<p>Referências: Corriveau-Lecavalier N, Botha H, Graff-Radford J, Switzer AR, Przybelski SA, Wiste HJ, Murray ME, Reichard RR, Dickson DW, Nguyen AT, Ramanan VK, McCarter SJ, Boeve BF, Machulda MM, Fields JA, Stricker NH, Nelson PT, Grothe MJ, Knopman DS, Lowe VJ, Petersen RC, Jack CR Jr, Jones DT. Clinical criteria for a limbic-predominant amnestic neurodegenerative syndrome. Brain Commun. 2024 Jul 17;6(4):fcae183. doi: 10.1093/braincomms/fcae183. PMID: 39021510; PMCID: PMC11251771. <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39021510/" target="_blank" rel="noopener">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39021510/</a></p>
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		<title>Uma nova medicação para o Alzheimer?</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/uma-nova-medicacao-para-o-alzheimer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2022 22:59:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mais nova medicação estudada para a doença de Alzheimer traz resultados interessantes, mas ainda possui controvérsias. A publicação no NEJM na semana passada mostra resultados clínicos do Lecanemab de 27% de melhora em comparação com o placebo, acompanhada de efeitos colaterais que não podem ser desprezados. O anticorpo monoclonal é mais um de uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A mais nova medicação estudada para a doença de Alzheimer traz resultados interessantes, mas ainda possui controvérsias. A publicação no NEJM na semana passada mostra resultados clínicos do Lecanemab de 27% de melhora em comparação com o placebo, acompanhada de efeitos colaterais que não podem ser desprezados.</p>
<p>O anticorpo monoclonal é mais um de uma sequência de outros medicamentos desta mesma classe, que sucessivos trabalhos ainda não mostraram desempenho tão satisfatório. Desta vez, o ensaio clínico “Clarity AD” acompanhou quase 1800 pacientes entre 50 a 90 anos de diversos países, todos com doença de Alzheimer inicial ou com Comprometimento Cognitivo Leve (CCL), além de patologia amilóide confirmada no cérebro, esta avaliada por testes liquóricos (líquido cefalo-raquidiano – LCR) ou por PET.</p>
<p>Como principal end-point, foi considerado a escala CDR-SB, que costuma ser usada em diversos trials e avalia aspectos cognitivos como memória, orientação, julgamento e resolução de problemas, assuntos comunitários e domésticos, hobbies<br />
e cuidados pessoais. O resultado após 18 meses foi: os pacientes que tomaram placebo pioraram 1.66 ponto nesta escala, enquanto os que tomaram Lecanumab pioraram apenas 1.21 ponto. Esta diferença foi estatisticamente significativa.</p>
<p>CONHEÇA MAIS ESTA MEDICAÇÃO:</p>
<p>O Lecanemab é um anticorpo monoclonal imunoglobulina IgG1 humanizado que tem como alvo as protofibrilas beta-amilóide (Aß), usado via intravenosa a 10 mg/kg, a cada 2 semanas. Possui alta seletividade para espécies agregadas solúveis de Aß em comparação com amilóide monomérica, com seletividade moderada para amilóide fibrilar; este perfil é considerado como alvo das espécies amilóides patológicas mais tóxicas.</p>
<p>A justificativa para o uso deste tipo de medicação é que, como o acúmulo de amilóide no cérebro é detectável muito antes do início do Alzheimer, as estratégias de tratamento que reduzam o seu acúmulo poderiam teoricamente retardar o desenvolvimento da desta doença. Os anticorpos de primeira geração direcionados à beta-amiloide eram não seletivos (sendo ligados a monômeros e agregados de beta-amiloide) e não conseguiram remover as placas amiloides dos pacientes. Anticorpos de segunda geração foram projetados para atacar seletivamente a beta-amiloide agregada e quatro deles (aducanumabe, donanemabe, gantenerumabe e lecanemabe) demonstraram redução substancial da beta-amiloide de forma dependente da dose e do tempo. Eles ainda poderiam atuar na redução da proteína tau e evitar a formação de placas amiloides.</p>
<p>EVENTOS ADVERSOS:</p>
<p>Neste estudo, a incidência geral de eventos adversos (EA) graves e leves foi semelhante nos dois grupos e só levaram os pacientes a descontinuarem sua participação em 6,9% dos que usaram lecanemab (e 2,9% do grupo placebo). Dentre eles, um EA destas medicações são as alterações radiológicas chamadas “ARIA” (amyloid-related imaging abnormalities), que podem ser do tipo edema (ARIA-E) e do tipo hemorrágicas (ARIA-H, com micro-hemorragias cerebrais, macro-hemorragias ou siderose superficial), que podem ocorrer concomitante ou isoladamente.</p>
<p>Os mais comuns EA foram:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td></td>
<td><span style="font-weight: 400;">lecanemab</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">placebo</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">reações relacionadas à infusão</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">26,4%</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">7,4%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">ARIA-H</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">17,3%</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">9,0%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">ARIA-E</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">12,6%</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1,7%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">dor de cabeça</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">11%</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">8,1%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">quedas</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">10,4%</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">9,6%</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As reações infusionais foram em grande parte leves a moderadas (grau 1 ou 2, 96%) e ocorreram com a primeira dose (75%). A maioria destes não tomou medicamentos preventivos (como anti-inflamatórios ou anti-histamínicos) para doses subsequentes; mas, dentre os que tomaram, 63% não mais tiveram reações nas infusões seguintes</p>
<p>Considerando apenas os EA graves, eles ocorreram em 14% dos que receberam Lecanemab e 11,3% do grupo placebo. Os mais comuns foram:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td></td>
<td><span style="font-weight: 400;">lecanemab</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">placebo</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">reações infusionais graves</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1,2%</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">0%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">fibrilação atrial </span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">0,7%</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">0,3%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">ARIA-E</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">0,8%</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">0%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">síncope</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">0,7%</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">0,1%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">angina pectoris </span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">0,7%</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">0%</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>A maioria dos ARIA-E relacionados ao lecanemab foram casos leves a moderados (91%) e assintomáticos (78%), ocorrendo durante os primeiros 3 meses do período de tratamento (71%) e resolvidos em 4 meses após a detecção (81%), geralmente não levando à descontinuação dos pacientes do estudo. Dentre os poucos casos sintomáticos de ARIA-E, os pacientes apresentaram principalmente dor de cabeça, distúrbios visuais e confusão mental. A incidência de ARIA-H sintomática isolada foi de 0,7% no grupo lecanemab e 0,2% no placebo; casos macrohemorragia ocorreu em apenas 0,6%.</p>
<p>Ambos os tipos de ARIA foram numericamente mais comuns entre os pacientes geneticamente positivos para ApoEe4, principalmente os homozigotos.</p>
<p>Houve mortes ao longo do estudo, mas em número muito semelhante ao grupo controle (0,7%) e não foram relacionadas à medicação ou a seus efeitos adversos.</p>
<p>ALGUNS DETALHES IMPORTANTES:</p>
<p>Outros parâmetros foram considerados neste estudo como end-points secundários e também mostraram melhora com esta nova medicação. São eles: PET-amilóide, biomarcadores no LCR (Aß1–40, Aß1–42, proteína tau total, tau fosforilada [p-tau181] e neurogranina), marcadores plasmáticos (razão Aß42/40, p-tau181, GFAP e NfL) e outraS escalas cognitivas mensuradas (ADAS-cog14, ADCOMS, ADCS-MCI-ADL). Com a exceção do neurofilamentos de cadeia leve [NfL], todos os outros parâmetros mostraram melhora numérica no grupo do lecanumab.</p>
<p>Sobre a população estudada neste trial, tentou-se incluir um grupo diverso de participantes (20% não-brancos), o que é um fator importante para a decisão acerca aplicabilidade prática desta medicação.</p>
<p>DISCUSSÃO:</p>
<p>Este é o primeiro estudo que mostra um benefício clínico mensurável dos anticorpos monoclonais para Alzheimer. Um dos seus pontos principais é que a medicação pareceu reduzir a quantidade do peptídeo beta-amilóide, mas isso não se correlacionou com uma melhora clínica tão substancial dos sintomas cognitivos ao ponto de se considerar que as mudanças realmente farão diferença efetiva na vida dos pacientes.</p>
<p>Por isso, embora esta seja uma &#8220;notícia bem-vinda&#8221;, um editorial do Lancet observou que uma diferença de 0,45 ponto no CDR-SB pode não ser clinicamente significativa. Além disso, destacou-se que os achados de ARIA estiveram presentes em cerca de 1 em cada 5 pacientes que tomavam lecanemab, o que é uma informação que precisa ser levada em conta.</p>
<p>Dentre as limitações do Clarity, pode-se destacar que 18 meses ainda é um tempo curto para a observação destes pacientes. Por isso, está em andamento um estudo de extensão que poderá trazer mais dados de eficácia e segurança, como continuação deste trabalho.</p>
<p>O FDA deve se manifestar sobre possível aprovação em janeiro de 2023. A Alzheimer&#8217;s Association sugeriu que o Lecanemab fosse aprovado de forma acelerada, porque entende que &#8220;isso pode significar muitos meses a mais de reconhecimento de seu cônjuge, filhos e netos.&#8221;</p>
<p>De qualquer modo, o alto custo desta medicação poderia ser um obstáculo ao seu uso. Outros possíveis dificultadores seriam a necessidade de exames de PET (ou coleta de LCR) para determinar a elegibilidade do tratamento, a capacidade de se realizar infusões quinzenais de drogas intravenosas e o acesso a ressonâncias de crânio para regularmente monitorar o aparecimento de complicações. Além disso, como alguns padrões genéticos estão mais relacionados aos achados radiológicos, a possível incorporação destas medicações nos protocolos poderia se tornar motivo para que estes pacientes recebessem avaliação genética de modo habitual do que atualmente acontece, a fim de selecionar quais deles poderiam ser tratados com esta medicação.</p>
<p>CONCLUSÃO:</p>
<p>A nova medicação conseguiu atingir os endpoints primários e secundários em 1 ano e meio, com diferenças significativas a partir dos 6 meses. Por outro lado, trata-se de um benefício clínico modesto e há questões de segurança que ainda demandam mais esclarecimento.<br />
Assim, por enquanto a principal mensagem de saúde pública para a doença de Alzheimer permanece sobre a prevenção dos fatores de risco modificáveis para demências (como hipertensão, tabagismo, diabetes e obesidade), bem como a correta detecção precoce de diagnósticos diferenciais importantes e o acompanhamento médico adequado.</p>
<p>REFERÊNCIAS:</p>
<p>https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2212948</p>
<p>https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(22)02480-1/fulltext</p>
<p>https://www.medscape.com/viewarticle/984737#vp_2<br />
Nitsch R. Monoclonal antibodies targeting amyloid beta for the potential treatment of Alzheimer’s disease. AAIC 2021;2-HPL-14.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Diário da cefaleia</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/diario-da-cefaleia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2021 23:57:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><h1><strong>Anote:</strong></h1>
<ul>
<li>Quais dias sentiu a dor de cabeça;</li>
<li>Qual foi a intensidade (0 a 10);</li>
<li>Se houve algum gatilho que disparou a dor (alimento, jejum, privação de sono, estresse etc);</li>
<li>Se foi necessário usar algum medicamento;</li>
<li>E quanto tempo durou.</li>
</ul>
<p>Este diário pode ser feito num caderno ou por meios digitais.</p>
<h3><strong>Sugestões de aplicativos:</strong></h3>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>App da Libbs</strong></span></p>
<p><strong>No Google Play</strong>:</p>
<p>Do seu celular Android clique <a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.applausemobile.cefaleiaphone&amp;hl=pt_BR&amp;gl=US" target="_blank" rel="noopener"><strong><u>aqui</u></strong></a>.</p>
<p><strong>Na Apple Store</strong>:</p>
<p>Do seu celular IOS clique <a href="https://apps.apple.com/br/app/di%C3%A1rio-cefaleia/id550315520" target="_blank" rel="noopener"><strong><u>aqui</u></strong></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> <span style="color: #0000ff;">App “Conexão Enxaqueca”</span></strong></p>
<p><strong>No Google Play</strong>:</p>
<p>Do seu celular Android clique <a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=healsmart.com.conexaoenxaqueca&amp;hl=pt_BR&amp;gl=US" target="_blank" rel="noopener"><strong><u>aqui</u></strong></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>App Migraine Buddy</strong></span></p>
<p><strong> Na App Store</strong>:</p>
<p>Do seu celular IOS clique <strong><a href="https://apps.apple.com/pt/app/migraine-buddy/id975074413" target="_blank" rel="noopener"><u>aqui</u></a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</div>
			</div>
			</div>
				
				
				
				
			</div>
				
				
			</div>
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		<title>Telefone, Whatsapp ou Consulta? Qual o melhor modo de se comunicar com seu médico?</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/telefone-whatsapp-ou-consulta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jun 2021 18:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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				<div class="et_pb_video_box"><iframe loading="lazy" title="Telefone, Whatsapp ou Consulta?" width="1080" height="608" src="https://www.youtube.com/embed/RN6irbva0hY?feature=oembed"  allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
				
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			</div>
				
				
				
				
			</div>
				
				
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		<title>Miastenia Gravis e COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 19:02:56 +0000</pubDate>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Atualmente, não existem dados sobre como o COVID-19 afeta pessoas com Miastenia Gravis (MG) / LEMS, ou pacientes com outras doenças em terapias imunossupressoras. No entanto, como a maioria dos pacientes com MG está em terapia imunossupressora/imunomoduladora e também podem ter fraqueza muscular respiratória, existe uma preocupação teórica de que os pacientes com MG / LEMS possam estar em maior risco de contrair a infecção ou apresentar manifestações graves de COVID-19. Indivíduos com MG e LEMS solicitaram orientações sobre o uso de terapias durante a pandemia do COVID-19.</p>
<p>Existem inúmeras recomendações em circulação que tentam fornecer clareza e orientação; no entanto, as diferenças entre as recomendações criaram confusão. A tomada de decisão em imunoterapia varia significativamente de país para país; as recomendações abaixo foram desenvolvidas por um painel de especialistas da MG. Reconhecemos que a literatura publicada revisada por pares sobre o COVID-19 em MG ou em pacientes imunocomprometidos até o momento está ausente.</p>
<p>O painel de especialistas em MG * sugere que as decisões de terapia devem ser individualizadas e tomadas em colaboração entre a pessoa com MG e seu médico. Com base em seus conselhos de especialistas, sugere-se que:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Pacientes em terapias existentes para MG / LEMS:</strong></p>
<p>1. Os pacientes com MG / LEMS devem continuar seu tratamento atual e são aconselhados a não interromper nenhum medicamento existente, a menos que discutido e aprovado especificamente pelo seu médico.<br />2. Não há evidências científicas que sugiram que terapias sintomáticas como piridostigmina ou 3,4 diaminopiridina aumentem o risco de infecção e não devem ser interrompidas, a menos que haja outras razões clínicas para fazê-lo.<br />3. Embora faltem evidências robustas, recomenda-se que os pacientes com MG que já tomam medicamentos imunossupressores pratiquem um distanciamento social extremamente vigilante, incluindo evitar reuniões/multidões públicas, evitar transporte público e, sempre que possível, usar alternativas para consultas pessoais (por exemplo: telemedicina), se clinicamente apropriado.<br />4. Ao alterar ou interromper uma terapia imunossupressora existente com potencial para aumentar a atividade da doença e/ou exacerbação ou crise de MG, os pacientes com MG e seus profissionais de saúde devem considerar riscos específicos (por exemplo, idade, comorbidades, localização geográfica) e benefícios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Terapias de infusão, imunoglobulinas intravenosas e plasmaférese:</strong></p>
<p>5. Certas terapias de infusão em MG podem exigir deslocamento a hospitais ou centros de infusão, e é altamente recomendável que essa decisão seja tomada com base na incidência regional de COVID-19 e no risco/benefício da terapia para o indivíduo paciente. O profissional de saúde deve poder dar conselhos específicos para cada região geográfica e, sempre que possível, considerar a possibilidade de mudar para a infusão domiciliar.<br />6. Atualmente, não há evidências que sugiram que a imunoglobulina intravenosa (IgIV) ou a plasmaférese (PLEX) apresentem qualquer risco adicional na infecção pelo COVID-19. No entanto, o uso de IgIV deve basear-se na necessidade individual do paciente e o uso indiscriminado deve ser evitado. Em geral, PLEX e IgIV devem ser reservados para pacientes com exacerbações agudas. No entanto, o painel reconhece que existem alguns pacientes recebendo terapia de manutenção, que devem continuar, mas podem ser necessárias precauções extras devido à necessidade de viajar para um estabelecimento de saúde aonde é feita a infusão.</p>
<p>7. Atualmente, não há evidências de que o uso de anticorpo monoclonal inibidor de complemento eculizumabe aumenta a suscetibilidade e/ou agrava os desfechos relacionados à infecção por COVID-19.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Exames laboratoriais para terapias existentes</strong></p>
<p>8. Pesar riscos e benefícios do monitoramento rotineiro do sangue neste momento. Algumas das terapias de MG requerem monitoramento frequente do hemograma e as decisões relativas à necessidade contínua de testes que exigem que o paciente saia de casa, devem ser individualizadas e com base na incidência regional de COVID-19.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que considerar ao iniciar uma terapia imunológica em pacientes com MG / LEMS agora?</strong></p>
<p>9. Antes de iniciar uma terapia de depleção de células B (por exemplo, rituximabe), os profissionais de saúde devem considerar o risco de agravamento da MG ou crise miastênica, e o risco de aquisição da infecção viral. Pode ser aconselhável adiar o início das terapias que depletam as células B, até que o pico do surto termine em sua região. No entanto, o risco de não iniciar a terapia de depleção celular em pacientes ocasionais pode superar o risco de infecção grave por COVID-19, e isso deve ser discutido com o paciente em detalhes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Orientação para pacientes em ensaios clínicos em andamento</strong></p>
<p>10. Atualmente, existem muitos ensaios clínicos em andamento para a MG e recomendamos que qualquer decisão sobre a necessidade contínua de avaliações e tratamentos dos pacientes no âmbito do estudo clínico seja baseada no melhor interesse dos pacientes. No momento, não há evidências científicas que sugiram que inibidores do complemento ou bloqueadores do receptor Fc neonatal (FcRn) possam aumentar o risco de contrair a infecção viral, mas o painel recomenda precauções extras (como no tópico 4 acima), para minimizar o risco. Nos ensaios clínicos, isso também deve ser discutido e aprovado pelo patrocinador, pelo comitê de revisão institucional e pelo monitor médico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Existem evidências razoáveis para medicamentos que tratam COVID-19?</strong></p>
<p>11. Vários medicamentos foram mencionados nas notícias e mídias sociais como sendo úteis no tratamento do COVID-19 (por exemplo, cloroquina, azitromicina, antivirais, etc.), no entanto, não são comprovadamente eficazes ou estudados sistematicamente no momento. Os pacientes devem estar cientes de que alguns desses medicamentos podem potencialmente piorar a MG e devem evitar usá-los sem a aprovação médica específica. Se as evidências mudarem e sugerirem que há benefício para o tratamento do COVID-19, esses tratamentos devem ser usados sob rigorosa supervisão médica, ponderando os riscos e benefícios em um paciente individual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Os pacientes com MG ou LEMS devem ser vacinados?</strong></p>
<p>12. As vacinas podem proteger contra uma variedade de infecções / patógenos. No entanto, na situação atual, recomenda-se usar apenas vacinas com microorganismos mortos nesse grupo de pacientes. Para o COVID-19, não há vacina disponível atualmente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>E se os pacientes já tiverem contraído COVID-19?</strong></p>
<p>13. A maioria dos pacientes que desenvolvem COVID-19 tem doença leve e deve continuar com o atual padrão de melhores práticas de tratamento para MG/LEMS. Pode ser necessário aumentar a dose de corticosteroides, como no protocolo padrão de infecção/estresse. No entanto, se os sintomas forem graves (exigindo hospitalização), pode valer a pena considerar interromper temporariamente a forte imunossupressão atual, especialmente se houver infecções/ sepse adicionais. Agentes imunossupressores não devem ser administrados sob essa condição; provavelmente, agentes imunossupressores mais leves (azatioprina, micofenolato) devem continuar, uma vez que os efeitos da dosagem são mais duradouros, a eliminação demora mais e a reconstrução dos efeitos leva vários meses.</p>
<p>14. A maioria das decisões para encaminhamento de tratamento deve ser individualizada com base na gravidade relativa de COVID-19 e MG.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essas recomendações foram preparadas e endossadas pelo “International MG/COVID Working Group”*</p>
<p>Fonte: <a href="http://neuro.org.br/2020/03/29/miastenia-gravis-e-covid-19/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://neuro.org.br/2020/03/29/miastenia-gravis-e-covid-19/</a></p></div>
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		<title>Uma ferramenta para prevenir demência</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/uma-ferramenta-para-prevenir-demencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2019 00:41:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner">Como entender as discrepâncias entre as alterações patológicas cerebrais e a performance cognitiva? Reserva cognitiva da vida útil seria um dos segredos para lidar com a patologia neurodegenerativa. Esse conceito foi proposto cerca de uma década atrás e traz a hipótese de que indivíduos com exposição a experiencias enriquecedoras de conhecimento ao longo da vida seriam capazes de tolerar melhor a patologia cerebral no fim de vida.</p>
<p>Estudos epidemiológicos de Stern, Y e colaboradores realizado em 1994 já mostraram que a exposição ao longo da vida ao ensino superior, maior nível ocupacional e atividades de estímulo cognitivo estão associadas à redução do risco de demência de Alzheimer.</p>
<p>Já em 2009 um estudo encabeçado por Schneider, JA realizado através de autópsia mostraram que dentre cérebros autopsiados de cerca de um terço dos indivíduos cognitivamente normais atendiam aos critérios neuropatológicos da doença de Alzheimer indicando que existe diferenças individuais na quantidade de patologias cerebrais que as pessoas podem tolerar antes de manifestar deficiências cognitivas.</p>
<p>Agora neste ano, Xu e colegas usaram os recursos do Rush Memory and Aging Project para um teste empírico da hipótese de reserva publicados na recente edição da JAMA Neurology. Primeiro eles avaliaram se indivíduos com fatores de proteção ao longo da vida têm um risco reduzido de demência. Mais importante, eles examinaram a influência da patologia de Alzheimer nessa associação, fornecendo, assim, um teste direto da hipótese de reserva.</p>
<p>Este estudo está entre os maiores estudos longitudinais que incluem dados abrangentes in vivo e de autópsia. Contaram com 1602 participantes sem demência, dos quais 611 morreram durante o período de acompanhamento do estudo e tiveram dados de autópsia realizados e disponíveis para análises e comparação com dados de reserva combinando medidas ponderadas de educação, atividade cognitiva ao longo da vida e atividade social no final da vida.</p>
<p>Durante um acompanhamento médio de seis anos do estudo (variação de um a 20 anos), um quarto desses participantes desenvolveu demência. Como esperado, um composto de reserva mais alto foi associado à menor incidência de demência. Assim, os participantes no terço mais alto da reserva tiveram uma redução de cerca de 40% na ocorrência de demência em comparação com os do terço mais baixo. Uma associação dose-efeito também foi evidente, pois indivíduos no tercil intermediário apresentaram uma redução de cerca de 20% no risco de demência.</p>
<p>Em outras palavras, indivíduos com altos escores de reserva tiveram um atraso no início da demência de mais de sete anos. Visar fatores do estilo de vida que aumentam a reserva pode, portanto, reduzir a incidência de novos casos, ao mesmo tempo em que fornece mais de meia década de saúde cognitiva a indivíduos que acabariam desenvolvendo demência devido a presença da patologia cerebral.</p>
<p>O artigo do Dr. Xu forneceu fortes evidências de que indivíduos com maior reserva podem tolerar mais patologias cerebrais e, portanto, tiveram um risco reduzido de demência em comparação com outros. A contribuição de fatores individuais para o risco de demência foi avaliada em um conjunto secundário de análises.</p>
<p>Aqui, mais do que apenas constatar a importante contribuição da construção de uma reserva como fator de proteção da demência, foi interessante notar que em um acompanhamento longitudinal foi possível compreender que o período crítico de introdução dessa prevenção não se restringe apenas ao inicio da vida usando a educação primária como principal referencia, mas que os comportamentos no estilo de vida na meia-idade e no final da vida foram os principais fatores de proteção da demência, sugerindo que as intervenções preventivas provavelmente deveriam ser iniciadas na meia-idade, mas também podem ser bem-sucedidas se iniciadas no final da vida.</p>
<p>Portanto, as atividades educacionais e estimulantes mentais acumulativas que melhoram a reserva cognitiva ao longo da vida podem ser uma estratégia viável para prevenir a demência, mesmo para pessoas com patologias cerebrais elevadas. E apesar de que elas deveriam ser iniciadas na meia idade são importantes atividades a serem iniciadas no final da vida.</p>
<p>É importante perceber que os exames tradicionais de RM e imagens PET amiloide e tau fornecem estimativas importantes de patologia, mas em acréscimo devem ser considerados também fatores prévios da reserva cognitiva e se possível uma estimativa atual da presença dessa reserva individualmente para levar em consideração os prognósticos possíveis ao tratamento juntamente com paciente e familiares.</p>
<p>Fonte: <a href="https://pebmed.com.br/como-identificar-patologia-cerebral-versus-status-cognitivo/">https://pebmed.com.br/como-identificar-patologia-cerebral-versus-status-cognitivo/</a></div>
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		<title>Novidades da Neurologia</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/novidades-da-neurologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2019 00:38:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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		<title>Vamos falar sobre Esclerose Múltipla?</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/vamos-falar-sobre-esclerose-multipla/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2019 13:26:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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		<title>Fibromialgia, a doença da dor</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/fibromialgia-a-doenca-da-dor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Oct 2018 12:07:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><h2>Fibromialgia, a doença da dor</h2>
<p>Dores pelo corpo inteiro, cansaço, insônia, problemas de memória, de concentração, ansiedade, formigamentos e dormências, tontura, alterações intestinais e depressão. Estes sintomas podem ser da fibromialgia, síndrome clínica que afeta de 2% a 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres entre os 30 e 55 anos.</p>
<p>“É uma síndrome que se caracteriza, principalmente, pela ocorrência de dor generalizada. Ela pode ter causa primária, ou seja, se constituir uma doença por si só, ou ser secundária a um conjunto amplo de doenças, como o hipotireoidismo, o diabetes; as doenças reumáticas ou devido ao uso de medicamentos”.</p>
<p>A fibromialgia pode ser desencadeada por estresse pós-traumático causado por um trauma físico, psicológico ou uma infecção grave. O quadro começa com uma dor localizada crônica e se espalha por todo o corpo. Sabe-se ainda que esses pacientes são mais sensíveis à dor do que as outras pessoas.</p>
<p>“Os principais sintomas da doença são as dores difusas, presença de pontos dolorosos nos membros, tronco e cabeça, fadiga e insônia. É comumente associada a sintomas depressivos, ansiedade e mesmo alterações cognitivas como dificuldades de concentração”,</p>
<p>O diagnóstico é feito com exames clínicos, pois não existem testes para detectar a fibromialgia. Para constatar a síndrome, o médico verifica se o paciente apresenta os sintomas da doença e observa a existência de pontos dolorosos em diferentes regiões do corpo.</p>
<p>Por ser uma condição crônica, a fibromialgia não tem cura. Entretanto, não é uma doença progressiva, não causa danos aos órgãos, articulações e músculos e não é fatal.</p>
<p>Seu tratamento busca aliviar o sofrimento com medicamentos, atividades físicas e fisioterapia. “Deve envolver fortalecimento muscular, fisioterapia, hidroterapia, acupuntura e outros métodos, como yoga e meditação, por exemplo. A implementação destas práticas deve ser feita caso a caso, a depender do momento da doença e das preferencias pessoais. Psicoterapia cognitiva comportamental pode auxiliar o enfrentamento da doença e minimizar a dor. Como é uma doença associada à ansiedade, depressão e insônia, estas condições também devem ser devidamente tratadas”</p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="https://www.portalabn.org/blog/fibromialgia-a-doen%C3%A7a-da-dor" rel="noopener noreferrer">https://www.portalabn.org/blog/fibromialgia-a-doen%C3%A7a-da-dor</a></div>
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		<title>Doença de Pompe</title>
		<link>https://www.drhenriquecal.com/doenca-de-pompe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Henrique Cal]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Oct 2018 11:59:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><h2>Doença de Pompe</h2>
<p>Dificuldade para respirar e subir escadas, insônia ou fraqueza nos músculos. Estes podem ser um sinal da Doença de Pompe. Trata-se de um mal progressivo raro que, quando não tratada, se agrava com o tempo. É causado pela deficiência na atividade da enzima Alfaglicosidade Ácida (GAA), que gera o acúmulo gradativo de glicogênio e interfere na função celular.</p>
<p>As células são danificadas, resultando em fraqueza muscular que afeta a movimentação, a respiração e a função cardíaca. Os músculos pélvicos, glúteos, do abdome e das coxas são os primeiros a sentirem os efeitos da falta de energia. Embora a deficiência genética responsável por causar a doença esteja presente desde o nascimento, os sintomas podem aparecer pela primeira vez a qualquer momento, na infância ou até na idade adulta.</p>
<p>Estima-se que a doença de Pompe afete 2.500 pessoas no Brasil, mas apenas 10% estão diagnosticadas e pouco mais de 100 pacientes estão em tratamento. No mundo, a doença afeta 1 a cada 57 mil pessoas nascidas. “Por ser uma doença rara com sintomas comuns, exige cuidados. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de se gerenciar a doença e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente”.</p>
<p>EXAMES E DIAGNÓSTICO<br />
O primeiro passo para identificação da doença é uma avaliação clínica com base nos sintomas apresentados. Após a suspeita, um exame de sangue ajudará a medir a atividade de enzima Alfaglicosidade Ácida (GAA). Se o valor ficar abaixo do normal, aumentam as chances da doença. Um exame de DNA é solicitado para obter a confirmação da doença através da identificação de mutações no gene GAA.</p>
<p>TRATAMENTO<br />
Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de administrar a doença e oferecer mais qualidade de vida ao paciente. O tratamento é feito com a reposição da enzima deficiente, administrada por meio de injeções intravenosas (na veia). Uma equipe multidisciplinar formada por fisioterapeuta, endocrinologista, neurologista e ortopedista acompanham o paciente e a evolução da doença em todas as fases da vida.</p>
<p>POMPE E AS DIFICULDADES DO DIA A DIA</p>
<p>A prática de atividades físicas<br />
Um dos principais sinais pode ser a dificuldade de praticar atividades físicas. O paciente, muitas vezes, não consegue correr ou andar pela diminuição de força muscular. “Quando respira, apoia as mãos nos joelhos, sente muito cansaço, dor muscular crônica e o esforço para inspirar/expirar é maior”.</p>
<p>Desafio para subir escadas e até mesmo levantar da cadeira<br />
O grande desafio do paciente é ter força muscular para executar tarefas simples, como subir escadas ou levantar da cadeira. Os músculos mais afetados são os glúteos, abdominais e da região pélvica. “Não há perda de equilíbrio ou controle dos movimentos, apenas a falta de força muscular para realizá-los”.</p>
<p>Dificuldade para dormir<br />
Outra área afetada pela doença é o sono. Os pacientes, geralmente, não dormem direito. Segundo a presidente da SBGM, o motivo é a falta de energia para movimentar o diafragma e os músculos intercostais responsáveis pela inspiração/expiração. Isto acaba provocando interrupções no sono, insônia, irritabilidade, cansaço diurno e dor de cabeça.</p>
<p>Aumento no tamanho do coração<br />
O comprometimento do funcionamento da enzima Alfaglicosidade Ácida (GAA) causa aumento do tamanho do coração, o que acaba interferindo com sua função. Os pacientes podem desenvolver sintomas como falta de ar, inchaço no corpo e palpitações. “Quando não tratada adequadamente, essa manifestação cardíaca pode levar o paciente a óbito”.</p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="https://www.portalabn.org/blog/doen%C3%A7a-de-pompe" rel="noopener noreferrer">https://www.portalabn.org/blog/doen%C3%A7a-de-pompe</a></div>
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